terça-feira, 23 de agosto de 2016

jogos cooperativos





Jogos cooperativos,
desde que soube, gostei.

Este,por exemplo:

Ganha-ganha

Sabe aquele jogo das cadeiras
Que a gente brincou?

Tantas cadeiras, uma a menos
Toca uma música. Para!
Cada um corre, ao mesmo tempo
Pra dominar uma cadeira

Sobra uma pessoa: excluída

Conheci outro dia outro jeito
Brincadeira semelhante
Outro processo, outros finais

Tantas cadeiras, uma a menos
Do que as pessoas que brincam

7 pessoas? 6 cadeiras?
Toca uma música. Pára!
Todos correm, todos sentam
7 pessoas sentam-se em 6 cadeiras

Na sequência, retira-se uma cadeira.
7 pessoas? 5 cadeiras?
7 pessoas se sentam em 5 cadeiras
E assim vai

Somos todos incluídos
Jogo cooperativo
Transforma tristeza em alegria









sábado, 20 de agosto de 2016

mais dúvidas


Dúvidas que passam e vão...
Que mundo emocional 
há numa casca de árvore?


Que faz, ali, há tempos,
aquela árvore 
aparentemente parada?


Que sou em comum
com a planta?



Que compõe uma árvore,
além do visível?




dúvidas

*
Dúvidas que o vento leva...

Que passará pela cabeça, 
pelo coração de um gato?


Que sabe um gato
que não sei?



Que gato tenho em mim?










preguiça

desenguiço
se
espreguiço






quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Árvores, gatos ebolas









Um passeio ao sol,
um andar meio a esmo,

seguindo o pé, o vento, o mar,
um olhar pra lá.

No meio do caminho,
chão.

No chão,
raízes que viram árvores,
pedras que viram gatos.

E, na volta,
bolas de meia,
que surgem das mãos,
terapeuticamente descansantes,
passam por fases,
desde a inexistente.

Preparo o elástico,
a meia, o algodão,
a agulha, o barbante.

Misturo os ingredientes e,
de repente, uma nova bola.

Que irá prum palhaço,
que quem brinca com bola de meia
ou é palhaço ou é criança
ou é adulto que vira criança.


Esta minha esperança.













segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Massagem inesquecível





Massagem saudável,
inesquecível.

Remoço,
sou grato a Wilfredo.






Como fazer uma Bola de Meia


Como fazer uma Bola de Meia

Adultos viram crianças,
se soltam,
voltam à infância.

E crianças,  médias, grandes, pequenas
brincam que brincam, apenas...

Como fazer uma Bola de Meia
Como fazer:
muito simples.

Como fazer:
muito simples.

Materiais pra compor a bola:
1 meia, pode ser nova, pode ser velha

1 pedaço de pano para enchimento.
Pode ser uma camiseta velha,
um pedaço de pano rasgado,
um monte de palha,
um monte de folhas,
algodão de estofador...
Do jeito que quiser quem fizer.

            1 cordão ou um elástico
- cerca de 1 metro, pra menos,
se quem fizer,
quiser uma bola pra inventar brincadeiras.


“Equipamentos”
            1 agulha
            1 linha ou barbante ou fio de nylon
            1 tesoura pra cortar a linha

                                                                                                                                 
Feitura:
a)      Faça um bolo com o enchimento que vai usar
(pedaço de pano, pedaço de algodão, palha, sei lá... )
- tipo bola, não precisa ser perfeito.

b)      Enfie este bolo dentro da meia, até o fim.

c)       Amarre um pedaço de barbante ou um elástico
de cerca de pouco menos de 1 metro
ao redor da meia, pertinho do bolo que foi feito.
Vai ficar uma parte da meia que não foi enchida de nada

d)      Enrole um pouquinho a meia e a vire meia pra cobrir de novo a bola.
O barbante ou elástico antes amarrado vai junto
(pra, ao final do fazimento, sair da bola, como um cordão umbilical)

e)      Procure um jeitinho de costurar a boca da meia ao corpo da bola.
Pronto! Parabéns!
Agora é treinar embaixadinhas, cabeceamentos, bambolês, roda-roda...

Até pra socar, dar socos, botar raivas pra fora... servem...
e mais o que cada um inventar...

Percebo, agora, que é um brinquedo ótimo
pra pequenos espaços e apartamentos.
Crianças adoram.
E adultos viram crianças.
Obá!

Inventei outro dia.

Que alegria!















sábado, 13 de agosto de 2016

umbigo amigo




umbigo amigo

contradição
sou cidadão do mundo
e um bicho do mato

vou raso e fundo
foco no ato que faço

não sei, porém, meu bem
falar e, ao mesmo tempo
cozinhar

o telefone, uso pouco
não tenho desejo
o som é louco
não é da imagem que vejo

isto e muito mais
faz-me ser o que estou

quando junto estou
estou junto, amor
quando só, só estou

assim, não sou
estou

do ausente vivo fora
aprendo, foco no presente
cada momento é o agora

tudo aprendizado
o acaso é meu destino
sonho assim desde menino


não sirvo pro namoro
prum caso
no máximo, acaso

imperfeito
quem sabe, o acaso
nos bote de jeito

e, como de outras vezes
eterno talvez

o que hoje falo
hoje tem um sabor
se amanhã me calo
amanhã outro valor

uma decisão a cada momento
eternas decisões indecisas
eterna indecisão, lamento
nunca decisão precisa

se sábio, calo
e quanto menos sei

mais falo




quinta-feira, 4 de agosto de 2016

questões do coração




*
questões do coração

E pra estas questões do coração,
artérias com obstruções,
além do ontem falado,
energia orgônica,
alimentação orgânica

Pensamentos dos bons,
leitura boa,
outras visões de mundo
- sem meios de comunicação
(jornal, revista, rádio, televisão) –
com filhos, amigas, amigos,
conversas alegres, mas profundas.

E Rescue, 4 gotas, 3x ao dia,
auto-hemoterapia, 5 ou 10 ml,
homeopatia, 3x ao dia
- Lilium Tigrinum , 1 MFC, 1 papel,
- nos mesmos glóbulos:
  Cactus grandiflorus, 6 CH,
  Plumbum metallicum, 6 CH,
  Spigelia anthelmíntica, 6 DH
  Crataegus Oxyacantha, 6 CH

Além do que antes já tomava,
também nos mesmos glóbulos:
  Sabal serrulata, 1 DH,
  Ferrum picricum, 6 CH
E, separada,
  Valeriana officinalis, 6 CH

Consultei o acupunturista amigo,
usufruí, como usufruí
de conselhos de companheiros
e de rituais, orações,
rezas, massagens oferecidxs



Fui a médicos,
alguns pura empatia,
humanistas, atenciosos,
pacientes comigo
com este impaciente cliente
que deseja o abraço amigo
- clínicos gerais, especialistas,
cardiologistas, nutricionistas,
homeopatas, ortomoleculares
e, mais, massagistas,
cuidadores holísticos

Fiz teste ergométrico,
ecocardiografia, cintilografia,
cateterismo, raios x,
ecodopler,
exames de sangue, urina,
usei holter


O diagnóstico mexeu comigo,
além do choque, movimentos,
desentupir as veias,
desentupir o apartamento,
desentupir a vida

Visitei centros espíritas,
aqui e lá,
 afetuosamente cuidado

Fui a Sabará,
ver dr Fritz,
senti o que nunca sentia,
chorei de alegria
– desde criança não chorava –
vivi extásica epifania

                              
Sempre junto, aqui, agora,
algum medo de, a qualquer hora,
ter o tal do infarto,
ficar sequelado

E, à flor da pele,
impaciente,
- mesmo, a maior parte do tempo,
contente –,
a intercalar grosserias com alegrias

Inventei umas bolas de meia
próprias pra brincadeiras,
embaixadinhas e criativas,
costuro, amarro, penduro
e dou

Continuam as quentinhas,
feitas com comidas que a vizinha
me traz pra distribuir
a quem tem fome, na rua

Ativo, gosto de ficar só
como de uma conversa amiga

Presto mais atenção
à fala de quem fala de si,
da sua própria vivência,
do que quem fala
da experiência  de outro

Cuido, agora,
com apoio amigo,
de tentar publicar
gravações brutas, antigas

E, terminado, outra alegria,
neste mês,
publico um livro,
- O Que Me Toca Fica