terça-feira, 29 de novembro de 2016

incerto




*

um tanto, sinto, sei.
mesmo que não saiba,
mesmo que eu desconfie
que o saber do sentir
eu não saiba.

outros tantos, não sei

duvido




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

casamento





Casamento

Você sofre
Com o que sou
Eu sofro
Com seu sentimento

Passamos a vida assim
Acolho seu lamento
Você chora por mim

Em mim censura
O que em você
Não se aventura

Passada a loucura
Passada a paixão
Não sou seu pai bom
Nem minha a mãe pura

Loucura, tormento
Suportável tortura
Anta, jumento
Capenga procura

Não lhe dou a segurança que me pede
Não me dá o colo que imploro
Um muleta do outro
De repente, bodas de ouro







vitalidade





enrugo, vejo
reconheço

por dentro, sinto,
cresço


por fora, amadureço










domingo, 27 de novembro de 2016

sábado, 26 de novembro de 2016

ciclo





o ocaso propicia a noite
a noite gesta o sol

dia novo, novo acaso
fruto da escolha que faço
nesta novela da vida

a cada ciclo
dia, ocaso, noite, dia









sexta-feira, 25 de novembro de 2016

escolas para pais





escolas para pais



a lei surge
o homem burla
a lei já era

não adianta legislação

se má intenção impera

já se em cada lar um templo
de boa vontade

pelo exemplo familiar
materno, paterno

adeus inferno

escolas para pais
aulas de afetividade

agora, cultivo da felicidade

para geração que aflora








quero e tento





Quero e tento
aprender a ser criança,
viver o presente como criança.

Só agora percebo,
criança, quando ainda criança,
se liga no que faz
e só aquele momento existe,

necas de futuro,
nada de passado,
só o presente.

Quero e tento
viver sem agenda,
escolher a cada momento
o que viver,

em função do que sinto,
desejo e posso.

Quero e tento
me ligar na minha potência,
no que posso,
no que está ao meu alcance...

E, quando assim,
me alegro com o que sou

e vivo...


*

Ah!
A foto, clique de Ricardo Tupper,
outro dia, anos 80








tempo




dia calmo
uma brisa
mormaço

caminho, volto

que faço








vida




vida depois da vida

sinto, acredito















quinta-feira, 24 de novembro de 2016

criação de redes



Redes comunitárias
Redes humanitárias

Talvez de interesse comum, 
um jeito bem simples de realizar 
uma roda de conversa participativa é, 
feita a combinação de falas curtas, 
lançar a pergunta: 

o que da um presente oferece 
e procura em relação ao território onde vive? 

Quando cada um fala
- e todos escutam – 
todos ficam sabendo das ofertas e das procuras. 

Um café, em seguida, 
cria a possibilidade de cada um 
articular com quem deseje 
e formar parcerias em favor do território. 

Além disto, 
a digitação das ofertas e procuras
 pode ser compartilhada com todos pela internet. 

Assim se tem formado redes comunitárias 
que trazem benefícios, 
digamos, inesperados. 

Esta metodologia foi, 
não sei se ainda é, 
bastante utilizada por comunidades do Rio de Janeiro, 
especialmente entre 2002 e 2011, 
quando com ela trabalhei no Sesc Rio . 

Descrevo esta experiência, 
e o método, 
neste livro, 
O Que Está Ao Meu Alcance,
no capítulo X. 

Compartilho com prazer:







é



conversar sobre o presente
viver o presente

nada do passado
necas do futuro

cada fala, possibilidade
cada desatenção,
desvio, dificuldade

esperança

como criança
sendo o que está

se almoço
nem penso na janta

como cachorro,
gato, pedra, planta,

estando o que é




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

sexualidade



as meninas que se beijam, 
em plena felicidade, 
ao sol no parque, 

mexem com minha sexualidade


se bem fazem a si, 
e mal fazem a ninguém, 

que mal que tem?